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Contrato de R$ 869 mil firmado entre o Sebrae e a Fundação Grupo Boticário busca fortalecer a segurança hídrica na região metropolitana de Salvador e estimular o empreendedorismo socioambiental
O projeto Viva Água, parceria entre a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e o Sebrae Bahia, vai unir a recuperação de mananciais de abastecimento em Salvador e municípios da região metropolitana ao fomento de negócios sustentáveis. O acordo, fechado em R$ 869 mil, estabelece iniciativas nas bacias dos rios Joanes e Jacuípe voltadas à preservação hídrica, à recuperação de áreas danificadas e ao impulso da economia regional.
A iniciativa adota uma metodologia integrada que une agricultores, órgãos públicos, universidades, empresas e organizações da região na construção conjunta de um horizonte para 2030. Por meio dessa articulação, os envolvidos definem prioridades e criam alternativas que unem a preservação do meio ambiente à geração de renda para os moradores locais.
O foco principal abrange pequenos produtores rurais, pescadores, marisqueiras, empreendedores de turismo de base comunitária e negócios quilombolas, além de projetos com impacto socioambiental positivo. O objetivo é assegurar que a proteção ambiental também se traduza em novas fontes de renda, crescimento e fortalecimento da economia regional.
Conforme o analista técnico do Sebrae Bahia, Gustavo Paixão, o projeto tem validade inicial até 2027, com possibilidade de renovação até 2030. A meta é consolidar, nesse intervalo, um ecossistema com capacidade de operação autônoma após o fim do suporte inicial. “O projeto tem validade até 2027, mas com possibilidade de renovação até 2030. É o período que o movimento pretende se manter aqui na Bahia. E a ideia é que no final eles mantenham um ecossistema funcionando por conta própria”, afirma Gustavo.
O cronograma contempla ainda o lançamento de programas de incubação e aceleração de empresas a partir de 2028. Segundo o analista, o plano é contemplar 15 empreendimentos em cada categoria, alcançando 30 negócios anualmente. “A ideia é que, a partir de 2028, seja feita uma turma de incubação e uma turma de aceleração, cada uma atendendo 15 negócios, ou seja, 30 negócios por ano. A ideia é que no final a gente tenha impactado diretamente 150 negócios de impacto socioambiental”, destaca.
Para a Fundação Grupo Boticário, a elaboração de soluções em conjunto com a comunidade é pilar fundamental da estratégia. O gerente de Economia da Biodiversidade da instituição, Guilherme Karam, aponta que o esforço compreende o desenho de projetos-piloto direcionados à recuperação da natureza e ao estímulo da economia local. “A partir dessas diretrizes, são desenvolvidos protótipos de projetos focados em agricultura sustentável, restauração florestal, turismo regenerativo e outras ações capazes de fortalecer a segurança hídrica regional”, afirma Karam.
Ao dar suporte a empresas cuja atividade depende de um ecossistema equilibrado, a iniciativa visa auxiliar na salvaguarda das bacias hidrográficas e ampliar o espaço para pequenos negócios de produção rural, pesca, turismo e economia de impacto. Por meio do programa, as empresas aceleradas vão dispor de até R$17 mil para a contratação de consultorias do Sebrae.
A estruturação de uma rede regional articulada e autossustentável constitui outro pilar do Viva Água. A meta é que a cooperação entre entidades, empresários e moradores propicie respostas duradouras para a preservação dos mananciais e o avanço sustentável na região metropolitana de Salvador.


